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PF: mensagens apontam acesso ao Planalto e voos da FAB por lobista do caso INSS

Registros de WhatsApp obtidos pela Polícia Federal indicam que a socialite Roberta Luchsinger relatava interlocução no governo federal e viagens em aeronaves oficiais

Mensagens de texto e de áudio interceptadas pela Polícia Federal indicam que a socialite e empresária Roberta Luchsinger relatava rotineiramente a interlocutores o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira e trânsito livre pelo Palácio do Planalto, em Brasília. As investigações da Polícia Federal apontam que as declarações ocorriam no âmbito de negociações para a captação de recursos e facilitação de acesso a autoridades do Poder Executivo federal.

No material sob análise da Polícia Federal no Estado do Distrito Federal, a empresária afirmava a familiares e advogados estar ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um dos episódios registrados em março de 2023, Luchsinger afirmou ter embarcado no avião presidencial para se deslocar à capital federal. Em outros diálogos, a investigada citou presença frequente em gabinetes do Palácio do Planalto, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O inquérito conduzido pela Polícia Federal apura a eventual prática de tráfico de influência e contratação irregular de serviços com órgãos da administração pública. Os investigadores buscam determinar se as declarações da empresária correspondiam a favorecimentos reais ou se constituíam estratégia para valorizar sua atuação no mercado de consultoria e intermediação de negócios.

Relatos de voos da FAB e rotina no Palácio do Planalto

As conversas obtidas pelos investigadores revelam que Roberta Luchsinger utilizava a promessa de facilitação governamental como trunfo comercial. Em mensagens trocadas com a mãe, a empresária mencionava voos na aeronave oficial do Grupo de Transporte Especial da Força Aérea Brasileira. Em diálogos com assessores jurídicos, justificava alterações em sua agenda sob a alegação de que dependia da logística de voos oficiais governamentais para se deslocar entre São Paulo e Brasília.

A Polícia Federal também identificou registros fotográficos e mensagens enviadas de dependências do Palácio do Planalto. Nas comunicações, a socialite declarava despachar de salas próximas ao gabinete presidencial e afirmava manter proximidade com integrantes da cúpula do Executivo. A apuração visa esclarecer a extensão dessa rede de contatos e a eventual participação de agentes públicos no facilitação do acesso.

Dados de controle de portaria do Palácio do Planalto obtidos via Lei de Acesso à Informação confirmam a presença de Roberta Luchsinger no complexo presidencial em ao menos uma ocasião registrada no primeiro semestre de 2023. A Polícia Federal cruza agora as datas das mensagens com os relatórios de passageiros de aeronaves militares e registros de entrada e saída dos prédios públicos.

Divergências em registros e posicionamento oficial

Apesar das declarações contidas nos aplicativos de mensagens, checagens preliminares dos investigadores e dados da Agência Nacional de Aviação Civil indicam contradições na rotina relatada pela empresária. Em ao menos uma ocasião na qual Luchsinger afirmou estar retornando da Europa em aeronave militar, dados de controle aeroportuário do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, Estado de São Paulo, registraram o desembarque em voo comercial regular.

Em nota oficial, a Presidência da República negou categoricamente que Roberta Luchsinger tenha integrado comitivas oficiais ou transportada em aeronaves da FAB. O Palácio do Planalto reiterou que o acesso a dependências do governo segue protocolos rígidos de segurança e identificação na Secretaria de Geral e que não houve autorização especial para transporte de civis sem vínculo com a administração pública.

A defesa da empresária não se manifestou detalhadamente sobre o teor do material apreendido pela Polícia Federal. Interlocutores ligados a Luchsinger afirmam que as conversas foram descontextualizadas e não comprovam a obtenção de vantagens ilícitas ou interferência em atos de gestão pública. As apurações seguem sob sigilo no âmbito da Justiça Federal.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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