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STF autoriza Flávio Bolsonaro a retomar visitas ao pai

Ministro Alexandre de Moraes liberou encontros no regime de prisão domiciliar, mas manteve veto a declarações político-eleitorais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, a retomada das visitas do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, em Brasília, no Distrito Federal. O direito de visitação familiar estava suspenso há 90 dias por determinação da Corte, após o descumprimento de restrições impostas ao regime de prisão domiciliar humanitária em que se encontra o ex-chefe do Executivo. A decisão restabelece os encontros no imóvel onde o ex-presidente cumpre pena, mas preserva a proibição do uso dos momentos para finalidades eleitorais ou para a veiculação de cartas, manifestos e mensagens políticas.

Histórico do bloqueio judicial e a conduta de julho

A suspensão do direito de visita de Flávio Bolsonaro havia sido decretada em 13 de julho de 2026 por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o relator entendeu que a divulgação nas redes sociais de um manifesto político escrito por Jair Bolsonaro a partir de uma conversa com o filho configurou desvio de finalidade.

O regimento fixado pelo STF para a prisão domiciliar humanitária impede expressamente a emissão de declarações públicas do ex-presidente, bem como qualquer intermediação de contatos políticos com o eleitorado durante a corrida presencial. Diante da infração, o ministro aplicou uma penalidade cautelar de 90 dias de veto absoluto de acesso do parlamentar ao local de detenção do pai.

Com o encerramento do prazo temporal fixado pela ordem inicial e após petição formal encaminhada pela defesa do senador no início de outubro de 2026, a Secretaria Judiciária do STF submeteu os autos novamente para apreciação de Moraes, que constatou o cumprimento integral do período de afastamento e liberou a rotina de encontros familiares.

Regras operacionais e restrições mantidas pelo STF

Embora tenha restabelecido o canal de contato presencial entre pai e filho, o despacho assinado pelo ministro Alexandre de Moraes manteve integralmente as condições de segurança impostas ao cumprimento da pena de Jair Bolsonaro no Distrito Federal.

Entre as determinações operacionais em vigor, destacam-se:

-  Agendamento prévio: As visitas devem ocorrer mediante agendamento junto à equipe de fiscalização do Complexo Penitenciário do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

-  Janela de horários: Os encontros estão restritos ao período entre 8h20 e 18h, respeitando a duração máxima diária de 30 minutos por atendimento.

-  Vedação a manifestos: É estritamente proibida a gravação, captação de imagens, transcrição de declarações ou recepção de cartas e escritos por parte de terceiros com fins de veiculação externa.

-  Neutralidade política: Qualquer uso da agenda domiciliar para mobilização de campanha ou peças publicitárias e de propaganda eleitoral acarretará sanções imediatas.

A defesa técnica prestou compromisso nos autos de que a dinâmica de visitação observará os parâmetros traçados pelo Supremo e assegurou que Jair Bolsonaro não intermediará declarações político-partidárias.

Repercussão política e próximos passos da agenda

Logo após a publicação do despacho, o senador Flávio Bolsonaro declarou a jornalistas em Brasília que o reencontro com o pai terá viés estritamente familiar e afetuoso. O parlamentar informou que pretendia realizar a primeira visita no novo período a partir da manhã de terça-feira, 13 de outubro.

"Vou conversar com ele na qualidade de filho. Quero ver como está o rosto dele, como está o ânimo dele com tudo o que aconteceu, que eu só estou sabendo por terceiras pessoas", afirmou Flávio Bolsonaro ao comentar o teor do encontro.

A liberação das visitas ocorre no momento em que a rotina política na capital federal se intensifica com as articulações para o segundo turno da disputa presidencial. Analistas apontam que a manutenção das restrições pelo STF busca garantir a isonomia do pleito e impedir a contaminação do processo penal por discursos eleitorais.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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