Três ocupantes sobreviveram ao impacto em mata fechada no interior paulista após uma das vítimas acionar o socorro por telefone.
Uma queda de helicóptero em área de mata fechada mobilizou uma complexa operação de resgate da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no município de Iaras, no interior do estado de São Paulo.
O socorro foi viabilizado graças à ação decisiva de uma das próprias vítimas.
Logística de resgate e acesso em condições severas
A operação de salvamento enfrentou sérios obstáculos logísticos desde as primeiras horas da madrugada. O ponto de impacto situa-se em um trecho de vegetação densa e topografia acidentada, o que dificultou o avanço do Corpo de Bombeiros por terra. As estradas rurais de acesso secundário apresentavam acúmulo de lama decorrente das condições meteorológicas recentes, travando o deslocamento rápido das viaturas de apoio terrestre.
Diante da complexidade do terreno, o comando das operações acionou o Grupamento Aéreo da PM, enviando a aeronave Águia para realizar varreduras e operar as manobras de extração por guincho. O trabalho conjunto exigiu precisão técnica para descer os bombeiros entre a copa das árvores e estabilizar as vítimas no solo antes da subida.
De acordo com informações prestadas pela equipe médica envolvida na triagem, o primeiro sobrevivente foi desencarcerado e retirado da mata por volta das 10h30.
Remoção de feridos e estado de saúde das vítimas
A remoção do terceiro ocupante exigiu procedimentos adicionais de desencarceramento. A estrutura da cabine do Agusta A109 deformou-se substancialmente com a força do impacto contra a vegetação, prendendo o passageiro no interior da fuselagem. A equipe de bombeiros precisou utilizar equipamentos hidráulicos para cortar as ferragens e liberar o paciente por volta das 12h30.
As vítimas receberam os primeiros socorros ainda na clareira aberta pelos socorristas e foram transportadas pelo Helicóptero Águia para unidades médicas de referência na região. Pelo menos um dos acidentados deu entrada no pronto-socorro do Hospital Regional de Avaré, onde passou por exames detalhados de imagem e avaliação ortopédica.
Oficiais do batalhão local ressaltaram o papel fundamental da comunicação rápida para o sucesso do salvamento. O Capitão encarregado pela coordenação das equipes na base de apoio destacou a resiliência dos tripulantes: "A preservação das vidas em um acidente com essa magnitude de destruição na fuselagem reflete uma combinação de fatores estruturais da aeronave e a agilidade da resposta inicial após o chamado telefônico".
Investigação das causas e normas aeronáuticas
O local do acidente foi isolado para os trabalhos de perícia técnica. Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), foram acionados para conduzir a Ação Inicial. O objetivo é coletar dados primários, fotografar a disposição dos destroços, verificar os instrumentos de navegação e recolher amostras de combustível.
A perícia analisará as condições de registradores de dados, caso existentes, e a documentação pertinente à manutenção preventiva do helicóptero e à habilitação dos pilotos. A Delegacia de Polícia Civil de Iaras também instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do fato e acompanhar os laudos periciais emitidos pelos órgãos de aviação civil.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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