Imagens de câmeras de segurança gravadas em 22 de agosto de 2025 revelam o momento em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcam de um jatinho executivo no Aeroporto Santos Dumont, localizado no centro do município do Rio de Janeiro. A aeronave, um modelo Embraer Legacy 650 de prefixo PP-NLR, pertence a uma das empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O registro em vídeo contrapõe declarações anteriores emitidas pelo gabinete do integrante da Suprema Corte, que havia negado expressamente o uso de voos em aeronaves de propriedade ou geridas por empresas do banqueiro. Na filmagem, o casal aparece acompanhado por agentes de segurança pessoal, que auxiliam na retirada de bagagens do bagageiro do jato assim que a escada de desembarque é instalada.
PF aponta trocas de mensagens e benefício indevido
A Polícia Federal anexou a gravação a um conjunto de trocas de mensagens instantâneas interceptadas com autorização judicial. De acordo com os investigadores, diálogos entre Daniel Vorcaro e executivos da empresa Prime You (gestora operacional do jato e de helicópteros) indicam que a cessão de horas de voo funcionaria como parte de um pagamento por serviços prestados pelo escritório Barci de Moraes Advocacia.
Em trecho destacado no relatório policial, datado de meados de julho de 2025, Vorcaro cobra o andamento da disponibilização de cotas de aeronaves para a família do ministro. Na resposta, interlocutores confirmam que aviões e helicópteros já vinham sendo utilizados com frequência pelo casal sem a cobrança das despesas variáveis de voo. A investigação busca esclarecer se a infraestrutura aérea foi fornecida sob a forma de contraprestação ilícita ou vantagem não declarada.
Defesas negam irregularidades e citam contratação de táxi aéreo
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de imprensa do ministro Alexandre de Moraes declarou que ele mantém a posição de que jamais realizou viagens de caráter pessoal em aviões particulares pertencentes ao empresário Daniel Vorcaro. O magistrado reafirmou não ter conhecimento de qualquer ligação patrimonial do empresário com os voos efetuados no período.
Por sua vez, o escritório Barci de Moraes Advocacia informou que utiliza rotineiramente serviços de táxi aéreo prestados por diversas empresas autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A banca pontuou que a escolha de modelos e a escala de tripulação e frotas cabem integralmente às operadoras contratadas, como a Prime Aviation, e ressaltou que Daniel Vorcaro jamais esteve presente em qualquer um dos voos contratados pelo escritório.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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