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Inquérito da PF investiga Ana Elisa por desinformação eleitoral

Justiça determina apuração sobre alegações de ataque à Padroeira do Brasil


A Justiça Eleitoral abriu inquérito contra Ana Elisa (PT) para investigar a divulgação de desinformação religiosa nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2026. A decisão foi proferida pelo juízo da Zona Eleitoral de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após acionamento da coligação do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O procedimento instaurado determina que a Polícia Federal conduza a apuração sobre publicações em que a parlamentar eleita acusou adversários políticos de articularem a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O caso se enquadra na tipificação do artigo 323 do Código Eleitoral, referente à difusão de fatos sabidamente inverídicos capazes de exercer influência sobre o eleitorado.

Origem do procedimento e alegações de crime eleitoral

O foco da investigação policial centra-se em publicações veiculadas na rede social X nos dias 24 e 25 de setembro de 2026. Na ocasião, a parlamentar afirmou aos seus seguidores que grupos bolsonaristas estariam mobilizados para revogar o status oficial de padroeira nacional concedido à Nossa Senhora Aparecida. Diante do questionamento de usuários, a deputada reforçou o tom das declarações orientando o público a buscar informações sobre o tema.

A equipe jurídica da campanha do PL protocolou a representação argumentando que as mensagens resgatavam um projeto de lei arquivado há cerca de duas décadas no Congresso Nacional para criar pânico moral infundado. A acusação sustenta que o uso ostensivo da imagem da santa católica teve a finalidade direta de afetar a percepção do eleitorado religioso na reta final da disputa eleitoral.

Decisão judicial e medidas cautelares aplicadas

Ao analisar o requerimento, o magistrado eleitoral acolheu o parecer do Ministério Público Eleitoral para determinar o envio imediato dos autos à Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis (MG). Além da abertura do inquérito policial para tomada de depoimentos, a Justiça expediu ordem judicial para que a plataforma X garanta a preservação integral dos registros digitais e metadados das postagens.

"Não foram apresentados elementos suficientes para justificar a imposição de restrição pessoal tão abrangente, incidente sobre manifestações futuras cujo conteúdo ainda é desconhecido", afirmou o magistrado ao indeferir a proibição genérica de novas publicações solicitada pela acusação.

O tribunal indeferiu a imposição de censura prévia, fundamentando que a proibição de propagar conteúdos falsos já possui amparo direto na legislação eleitoral vigente.

Bastidores políticos e o desdobramento das redes

A parlamentar eleita com mais de 524 mil votos por Minas Gerais assumiu posição de destaque na coordenação de comunicação digital do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O perfil oficial da deputada na rede social X foi desativado em 8 de outubro de 2026 sem a publicação de retratações formais aos seguidores.

Em sua defesa prévia, a parlamentar argumentou que declarações antigas resgatadas por opositores foram retiradas de contexto e refutou categoricamente montagens que a vinculavam a propostas sobre fechamento de igrejas. Se a apuração da Polícia Federal confirmar o dolo na veiculação de notícias falsas, a legislação estabelece sanções que variam de detenção por dois meses a um ano até a aplicação de multas eleitorais.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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