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Julgamento no TSE redefine cenário eleitoral com anulação de votos no Rio de Janeiro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão plenária realizada em Brasília, no Distrito Federal, rejeitou a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a anulação dos votos recebidos por ele no primeiro turno das eleições de 2026, em decisão que impacta diretamente a disputa pelo Palácio Guanabara.

Impacto direto na disputa pelo Governo Fluminense

A decisão do plenário da Corte eleitoral foi tomada por maioria de votos (5 a 2) nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026), na sede do tribunal em Brasília (DF). O colegiado analisou o recurso interposto contra o indeferimento prévio do registro de candidatura de Anthony Garotinho, que havia obtido 274.411 votos (equivalentes a 3,17% dos votos válidos) sob condição sub judice no pleito realizado no último domingo (4 de outubro de 2026).

A controvérsia jurídica ganhou contornos definitivos quando a defesa do político apresentou um pedido formal de desistência do recurso. No entanto, a maioria dos ministros seguiu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, para negar a desistência e manter o indeferimento da elegibilidade. Com a invalidação dos sufrágios dados a Garotinho, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deverá realizar a retotalização dos votos válidos.

A medida altera o patamar de corte para o cálculo da maioria absoluta. No cenário inicial da apuração, Douglas Ruas (PL) liderava com 49,27% dos votos válidos (4.271.199 votos), enquanto Eduardo Paes (PSD) registrava 42,76% (3.706.984 votos), indicando a princípio a necessidade de um segundo turno. Com a exclusão dos votos de Garotinho do denominador geral, o percentual de Douglas Ruas ultrapassa a marca de 50% dos votos válidos, abrindo caminho para a consolidação de sua vitória logo no primeiro turno no estado do Rio de Janeiro.

Impasses e desdobramentos jurídicos na Corte

Durante a mesma sessão plenária, o tribunal também debateria temas correlatos a outras controvérsias do pleito nacional, embora o esperado julgamento sobre a situação do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná tenha sofrido adiamento pelo colegiado. No caso paranaense, a discussão jurídica gira em torno da validade da saída de Dallagnol do Ministério Público Federal e de sua elegibilidade para o cargo legislativo, mantendo temporariamente sob expectativa a proclamação definitiva da cadeira conquistada nas urnas daquele estado.

No contexto do Rio de Janeiro, a anulação dos votos de Garotinho gerou reações imediatas entre as legendas envolvidas. Representantes jurídicos da campanha de Eduardo Paes anunciaram que planejam interpor medidas cautelares adicionais para contestar os efeitos práticos da retotalização imediata, argumentando em favor da preservação do escrutínio original e da realização do segundo turno. Por sua vez, a defesa de Douglas Ruas sustentou que a decisão do TSE assegura o estrito cumprimento das normas constitucionais de elegibilidade e consolida a vontade soberana expressa nas urnas fluminenses.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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