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Justiça dos EUA amplia denúncia e inclui tortura contra Maduro

Tribunal federal em Manhattan acusa o ex-presidente venezuelano e Cilia Flores por conspiração para tortura, enquanto o início do julgamento é mantido para junho de 2027.

Promotores federais dos Estados Unidos apresentaram em Manhattan, em Nova York, uma nova denúncia formal que inclui conspiração para cometer tortura contra o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, a ex-primeira-dama Cilia Flores. O casal, capturado durante uma operação militar norte-americana em Caracas, no Distrito Capital, em 3 de janeiro de 2026, está detido no Metropolitan Detention Center, localizado no Brooklyn, em Nova York. O início do julgamento perante a Justiça Federal norte-americana permanece agendado para 1º de junho de 2027, sob a condução do juiz Alvin Hellerstein.

Ampliação das acusações e detalhes do processo

A nova acusação formalizada pela promotoria detalha episódios sistemáticos de repressão política e violência extrema direcionados a opositores do regime e a cidadãos norte-americanos, abrangendo casos ocorridos entre 2013 e 2022. Com a adição deste quinto item principal à peça acusatória, a situação jurídica do ex-mandatário venezuelano agrava-se consideravelmente na corte de Manhattan. Anteriormente, Nicolás Maduro e Cilia Flores já respondiam por crimes de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e posse de armas.

"O governo dos Estados Unidos demonstra que a máquina estatal venezuelana foi utilizada não apenas para o narcotráfico transnacional, mas também para práticas sistemáticas de violência e violação de direitos humanos contra cidadãos estrangeiros e opositores", destacou um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA ligado ao caso.

Ambos os réus se declararam inocentes de todas as acusações imputadas. A equipe de defesa tenta emplacar a tese de que o casal deveria gozar de imunidade diplomática e de governante estrangeiro, argumento que tem enfrentado forte resistência e seguidas derrotas perante o tribunal federal.

Negativa de prisão domiciliar para Cilia Flores

Durante a mesma audiência realizada na Justiça Federal de Nova York, o juiz Alvin Hellerstein rejeitou um pedido da defesa para que Cilia Flores cumprisse prisão domiciliar. Os advogados argumentavam que a ré precisava deixar o presídio no Brooklyn para realizar um procedimento cardíaco e tratar de outras comorbidades decorrentes da idade.

A promotoria contestou veementemente a solicitação, apontando que a detenta recebe atendimento médico adequado dentro do complexo penitenciário e que sua soltura representaria um elevado risco de fuga e de adulteração de provas. Ao fundamentar a decisão, o magistrado Alvin Hellerstein afirmou que as provas apresentadas até o momento contra a ré são robustas e que ela aparentava condições de saúde estáveis durante a sessão no tribunal.

Próximos passos rumo ao julgamento em 2027

Enquanto a Corte Federal de Nova York avança nas fases preliminares do processo, a atenção internacional se volta para os desdobramentos diplomáticos e jurídicos que cercam o caso inédito de um chefe de Estado deposto julgado em solo americano. O Metropolitan Detention Center, prisão de segurança máxima onde o casal permanece isolado, tem sido palco de rigorosas medidas de segurança enquanto os preparativos para o júri de 1º de junho de 2027 continuam a todo vapor.

Caso sejam condenados pela Justiça Federal dos Estados Unidos, Nicolás Maduro e Cilia Flores enfrentam a possibilidade real de passar o resto da vida na prisão, com penas que podem acumular múltiplos períodos de reclusão perpétua devido à gravidade das acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e, mais recentemente, conspiração para cometer tortura. Uma eventual condenação no tribunal de Manhattan consolidaria um marco sem precedentes na jurisprudência internacional sobre a responsabilização de antigos chefes de Estado em tribunais estrangeiros, além de impor o cumprimento das penas em penitenciárias de segurança máxima em território norte-americano, sepultando de vez qualquer perspectiva de retorno ao cenário político venezuelano.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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