Primeiro-ministro israelense faz ligação, parabeniza senador por desempenho eleitoral e faz convite oficial para agenda em Jerusalém
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou na noite de quinta-feira (8 de outubro de 2026) uma ligação telefônica para o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para parabenizá-lo pelo resultado obtido no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 e estender um convite oficial para visitar Israel.
Aproximação diplomática e promessas de campanha
O contato telefônico entre as lideranças políticas reforça a estratégia da campanha do Partido Liberal de internacionalizar a disputa do segundo turno e acenar ao eleitorado conservador e evangélico no Brasil. De acordo com notas divulgadas pelo gabinete do premiê em Jerusalém e pela assessoria do candidato do PL em Brasília (DF), Netanyahu referiu-se a Flávio Bolsonaro como um campeão da amizade entre nossos povos e reiterou a expectativa de recompor a parceria estratégica mantida entre os dois países até 2022.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro concedeu uma entrevista ao Canal 14 de televisão israelense, na qual reafirmou compromissos de política externa:
- Mudança da Embaixada:
- Acordos Internacionais: Anunciou a intenção de aderir aos Acordos de Isaac, iniciativa multilateral defendida por Israel e pelo presidente da Argentina, Javier Milei.
- Normalização das Relações: Prometeu revogar posições diplomáticas recentes do governo federal, redefinindo o status diplomático das representações de ambos os países.
Repercussão política no cenário eleitoral do segundo turno
A manifestação pública de Netanyahu insere-se em um histórico de forte atrito entre o governo de Israel e a atual gestão do Palácio do Planalto. Em fevereiro de 2024, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como persona non grata no país, após declarações comparando as operações militares na Faixa de Gaza a eventos históricos da Segunda Guerra Mundial.
Analistas políticos apontam que o gesto de apoio vindo de Jerusalém busca consolidar a adesão da base aliada de direita, enquanto a campanha governista classifica a movimentação como uma interferência externa indevida no processo eleitoral brasileiro. A disputa presidencial segue para o pleito decisivo em 25 de outubro, em um cenário de forte polarização nas pesquisas de intenção de voto no país.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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